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Escrito por João Esteves (Historiador)
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É na imprensa que, a partir de 1906, se encontra com regularidade um vasto manancial de reflexões sobre o feminismo, nomeadamente sobre o que se reivindicava para as mulheres portuguesas, pronunciando-se, entre outras, Albertina Paraíso, Ana de Castro Osório, Lucinda Tavares, Maria Veleda e Virgínia Quaresma. Os textos dedicados ao feminismo pelo “Jornal da Mulher”, secção do periódico O Mundo iniciada em 25 de Junho de 1906 e da responsabilidade de Albertina Paraíso, são imprescindíveis para compreender o que se passava nesse campo nos últimos anos da Monarquia. |
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Escrito por João Esteves (Historiador)
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A par da propaganda feita através da imprensa, as várias representações promovidas por organizações de mulheres constituíram uma das faces mais visíveis do feminismo português durante a 1.ª República, contendo as principais reivindicações junto dos poderes políticos. Trata-se de documentação que sintetiza as prioridades femininas, permitindo uma clara percepção da situação crítica que envolvia as mulheres, bem como da respectiva capacidade reivindicativa para a modificar.
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