O segundo dia da ROTA DOS FEMINISMOS arrancou do Porto em direcção a Vouzela. Aí, fomos recebidas pelo presidente da câmara municipal, e por Carmo Bica, da Associação de Desenvolvimento Rural de Lafões, que nos falaram das especificidades das necessidades e problemas das mulheres do interior. Foi pena não termos estado junto a essas mulheres, mas o encontro valeu pelo estabelecimento de redes e pelas sinergias criadas e planeadas para projectos futuros.
Saímos do porto às 7.45h com direito a Porto Canal. Pelo caminho, a Fina d'Armada ia contando histórias das mulheres das localidades por onde iamos passando. A Maria José Magalhães, de energia contagiante (como sempre, aliás) lá ia convocando as presentes à cabine de som (leia-se microfone) para se apresentarem: "As mulheres não têm de temer falar em público. Temos de tomar a palavra! Vamos lá!". A Manuela Tavares falou da Madalena Barbosa, da Maria Lamas e a sua viagem pelo país e tivemos direito a leitura de excertos d' "As mulheres do meu país", pela Artemisa Coimbra.
A "ROTA DOS FEMINISMOS" passou em Coimbra a 8 de Março, Dia das Mulheres.
Para promover o CONGRESSO FEMINISTA 2008 que se realizará de 26 a 28 de Junho em Lisboa, a Comissão Organizadora, tal como Maria Lamas que percorreu Portugal nos anos de 1940 para conhecer as alegrias, os trabalhos e as dores das mulheres do seu tempo, percorreu de 7 a9 de Março as cidades e vilas portuguesas, na demanda dos sentires e dos quereres das portuguesas do séc. XXI.
A ideia nasceu numa viagem de comboio para o Porto. Íamos para uma reunião da Comissão Organizadora do Congresso Feminista.
“Rota dos Feminismos”, assim lhe chamámos.
Colocámos grandes expectativas nesta iniciativa, mas ao mesmo tempo tivemos muito receio.
Seríamos capazes de abarcar esta gigantesca tarefa - percorrer o país de Melgaço a S. Brás de Alportel, ouvindo mulheres e jovens de vilas e cidades, cruzando-nos com elas nos seus quotidianos, nas feiras, nos mercados, nas ruas, nas universidades, nas associações locais?
O desafio era grande. Divulgar o congresso feminista. Falar do feminismo, pela primeira vez, a muitas dessas mulheres.