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História
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Escrito por Diário de Notícias, 25 de Junho de 1928 (notícia cedida por Fina d’Armada)
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Em nome do Conselho Nacional de Mulheres Portuguesas, falou a drª srª D. Elina Guimarães. Principiou a oradora por dizer que vai celebrar-se o 2º congresso feminista português, e que, pela segunda vez em Portugal, vai a mulher afirmar publicamente os seus desejos e as suas aspirações englobando-as no termo tão criticado de feminismo. Todas as doutrinas têm os seus detractores. Nenhuma os tem tido tão veementes como o feminismo. Mas nenhuma também tem sido tão mal compreendida, tão erradamente interpretada. Do que é uma doutrina de paz tem-se feito uma doutrina de guerra. Do que pretende exaltar a mulher tem-se acusado de querer imitar o homem. Convencidas como nós estamos – e é nesta profunda convicção que se baseia a nossa doutrina – de que o homem e a mulher são equivalentes, como poderíamos, sem grave contradição, ter como ideal copiar o homem? Imitar alguém é reconhecer a sua superioridade. E a superioridade global do sexo masculino sobre o feminino não a reconhecemos nós. Uma verdadeira feminista não pode pensar em masculinizar-se porque se orgulha de ser mulher. |
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Escrito por Fina d’Armada (Historiadora)
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Para a abertura do 2º Congresso Feminista e da Educação, realizado entre 24 e 28 de Junho de 1928, foi convidada uma reconhecida feminista espanhola. Chamava-se Elisa Soriano Fischer e era profª de Fisiologia e Higiene na Escola Normal de Madrid e presidente da Juventude Universitária Feminista de Espanha. Desembarcou na estação do Rossio, Lisboa, no dia 23. Na estação dos comboios era aguardada por Adelaide Cabete , Elina Guimarães (já casada com Palma Carlos, que será um primeiro-ministro após o 25 de Abril), por Tetralda de Lemos, Isaura de Seixas Marques, Leopoldina Lemos e Arnaldo Brasão. |
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Escrito por Diário de Notícias, 25 de Junho de 1928 (investigado por Fina d'Armada)
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Na sede da Associação Comercial de Lojistas de Lisboa iniciou-se ontem à tarde o 2º Congresso Feminista e da Educação, a que presidiu a drª drª D. Elisa Soriano, professora de Fisiologia e Higiene da Escola Normal de Madrid e presidente da Juventude Universitária Feminista, da mesma cidade, que, a convite do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, veio assistir ao congresso. Secretariaram-na as srªs D. Angélica Porto e D. Beatriz de Magalhães, usando em primeiro lugar da palavra a drª srª D. Adelaide Cabete, em nome do Conselho Nacional de Mulheres Portuguesas, inaugurando o congresso, onde serão expostos os desejos e votos daquela colectividade, sem perderem nunca as suas qualidades de mulheres. Recordou a drª srª D. Adelaide Cabete o que foi o congresso de 1924, o qual, devido à publicidade da imprensa, teve um largo eco, não só em Portugal como no estrangeiro. Só em palavras é que as teses tiveram bom acolhimento nos poderes públicos, com excepção de uma, a das Bibliotecas Infantis, apresentada pela professora srª D. Ilda Pinto de Lima que, devido à iniciativa particular do sr. Alexandre Ferreira, teve já execução. |
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Escrito por Fina d’Armada (Historiadora)
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O 2º Congresso Feminista, intitulado, tal como o 1º em 1924, “Congresso Feminista e da Educação”, decorreu em Lisboa, durante cinco dias, no mês de Junho de 1928. A abertura aconteceu no dia 24, um domingo, pelas 15 horas. Nos dias seguintes, de segunda a quinta-feira, dias 25, 26, 27 e 28, os trabalhos do 2º Congresso Feminista e da Educação efectuaram-se de noite, após as 21 ou 21.30 horas. O 2º Congresso Feminista foi organizado pelo Conselho Nacional de Mulheres Portuguesas, movimento que conseguiu sobreviver após a queda da Primeira República. Era presidido na altura pela médica Adelaide Cabete.
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