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Uma organização da UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, alargada a uma vasta Comissão Promotora.
Uma iniciativa de âmbito internacional.

 

Retire o Cartaz de promoção do Congresso Feminista 2008 para o seu computador e divulgue.

1º Cartaz (Agostinho Santos): Versão de Impressão.

2º Cartaz (Graça Morais): Versão de Impressão.

 

Feministas

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Este Congresso pretende constituir-se como um acontecimento de carácter científico e interventivo, englobando as/os principais investigadoras e investigadores do campo dos estudos sobre as mulheres, dos estudos de género e dos estudos feministas em Portugal, bem como das e dos activistas que, no terreno, se envolvem na luta pela transformação de uma sociedade hierarquizada e desigual, muitas vezes, colonizadora e predadora do mundo social e natural, contribuindo para a construção de uma comunidade de activistas e cientistas que defendem um mundo mais igualitário, onde o respeito pelos direitos humanos e pela riqueza cultural sejam metas a atingir na corrida contra a violência.
 
Que Força é essa, amiga? Imprimir e-mail
Escrito por Manuela Tavares   

ImageHomenagem a Madalena Barbosa

 
“Ainda dizes que eu sou feminista radical?”, perguntaste com um sorriso, numa das minhas últimas visitas ao hospital. “Claro que sim, respondi de forma veemente. “Se não fosses tu e algumas poucas como tu, os contributos desta corrente não teriam cá chegado”. Sorriste de novo, com os olhos a brilhar, num rosto marcado pela doença, mas que persistiu até ao fim em manter a dignidade e uma força que foi um exemplo para todas nós.

Recordo-te na conversa frontal, no teu entusiasmo quando falavas das feministas de outros países, um pouco desgostosa, porque por cá as coisas não eram bem assim. Mas compreendias politicamente os contextos. Um texto teu, que encontrei recentemente no nosso centro de documentação, assim o testemunha.

Recordo-te, quando te convidámos para a Comissão Promotora do Congresso Feminista deste ano, ao qual já não conseguiste chegar, e do teu “muito obrigada por se terem lembrado de mim”, como se fosse possível ignorar-te.

Recordo-te, quando no teu leito de morte, te transmiti uma mensagem da Lígia Amâncio e me tornaste a dizer: “obrigada”.

Obrigada, dizemos nós Madalena.

Obrigada pelo teu exemplo, pela persistência, pela tua frontalidade, às vezes incómoda, pela tua clareza até ao fim.

Obrigada por te teres afirmado sempre feminista em toda a dimensão da tua vida.

Obrigada.

 
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